quarta-feira, 5 de junho de 2013

De vã

Na hora vaga,
Divaga de amor, o bom poeta
Se recosta numa dessas cadeira inclinadas de balanço
E na varanda suspensa, a natureza ciana que lhe encontra os olhos
Na mente, um alvoroço que contradiz aquele silêncio cinza da recém manhã
Que contradiz a solidão que vigorava no instante,

Uma reflexão vã:

Que o contato com a mãe que nos pare, nunca pare
Que humano mais eu seja,
Que o animal pensador se veja
Que o mal pense a dor e sinta
Que nada ao amor se compare
Que a poesia é essa hora finda
Onde o tempo nada vale...



Nenhum comentário:

Postar um comentário